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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
quarta-feira, 4 de março de 2015
A Náusea
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| Great storm in the Downs by Frederick Whymper |
Sartre foi sábio em assim definir tal conflito existencial. Esse enjoo de si mesmo, perda do tato e intelecto embrulhado. Uma maresia moral proveniente do balanço do mundo. Dos mundos, internos e externos. Eco de um âmago ulcerado, ainda não supurado. Vontade de se esvair em vômito o vazio que há dentro.
Talvez os caminhos da mente sejam traçados em mares revoltos, por naus que, quando sortudas, aportam e lá ficam. Vida em alto mar facilmente leva a ruína. Perda do norte. Naufrágio em seguida.
- Mas que ansiedade! É só o balanço do mar. Pior seria, se balanço não houvesse. De nada serve prumo, sem vento na vela.
- Este é o problema! Não o há; e esse balanço do mar, a nenhum lugar nos levará.
- Ao menos já passou a tempestade.
- Ou ainda está para chegar.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Lúcifer romântico
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| The Flesh of Fallen Angel by Straightgunner |
O quadro clássico daqueles em estado depressivo em muitas vezes, é um problema de desajuste. Do não pertencimento à sociedade, o que metaforicamente seria estar longe de deus. Não incomumente acabam por seguir caminhos opostos ao da voz do povo. Seja por serem mais inteligentes, mais burros, enxergarem o mundo com mais clareza ou ruido. Perspectiva.
Infelizmente a alma humana possui suas necessidades, e há em sua natureza a necessidade de pertencer. Fazer parte, conectar. Aqueles perdidos, desajustados e desencaixados; descrentes de quase tudo no mundo, acabam muitas vezes depositando sua fé em um pertencer mais minimalista. Com a dificuldade de se encaixar em toda a trama de exigências e expectativas da sociedade, tais almas perturbadas acabam por escolher se encaixar, pura e simplesmente, com um único ser. Os malditos românticos.
As conexões acabam por ser desnecessariamente forte demais, assim como a esperança por aquele que o compreenderá plenamente se torna um pensamento recorrente. Alguns encontram felicidade através dessa prática, muitas vezes não por muito tempo, porém esse é o caminho mais difícil e muitos sobram nessa estrada sem mapa. No fim, talvez seja pior depositar suas esperanças em pessoas do que em ideias, por mais que elas sejam tangíveis e reais, diferentemente das ideias. Justamente por serem reais, estão sujeitas ao tempo, à mudança e a morte. E nesse platonismo, acaba por se esperar a materialização de uma ideia em uma pessoa. Que seu verbo se faça carne e te livre de seus pecados.
Your own personal jesus, someone to hear your prayers, someone who cares.
No fim, o sistema de funcionamento da máquina humana se mantém, e o desajustado acaba por aumentar sua distância da sociedade, o paraíso de onde poderia surgir seu redentor, com a qual precisa se lançar para barganhar relações, a fim de encontrar A pessoa. Deixando-o a encarar o abismo mental que se formou entre sua insatisfação e a realidade. Entre o que as pessoas podem lhe oferecer e os anseios mais profundos de seu coração. E não há cura para o desajuste, ele acontece naturalmente. E sobra ao desajustado seguir sua natureza e tentar conquistar suas expectativas sem nenhuma bênção para ajudá-lo.
É solitário andar à sombra de deus.
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terça-feira, 19 de novembro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
Desproporcional
No fim, parece que nosso amor
não era só diferente,
Desproporcional
Do começo ao fim
Não se atraias por mim tanto
quanto eu me encantei por você
E também não creste em mim,
tanto quanto acreditei em você
Não vias potencial em mim,
como eu percebia em você
Nunca confiaste em mim,
como contei com você
Jamais me perdoaste,
como eu te absolvi
Sequer conseguiste me compreender,
como eu por várias vezes te considerei
Não me enxergavas em ti,
como eu me via em você
Em circunstância alguma julguei,
como várias vezes me incriminaste
Nunca entendeste minha dor,
do jeito que eu tantas vezes me esforcei para tal
Jamais tiveste a mesma paciência com meus problemas,
como eu em todas as vezes que procuraste por consolo
Sequer se entregaste a mim,
como me cedi por você
Não quiseste me esperar,
como por ti aguardei
Em nenhum momento tiveste fé em mim,
como ainda tenho em você...
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Odiosa Natureza Humana
Maldito seja,
Nossas posições poderiam estar facilmente trocadas
Afinal somos apenas organismos reativos ao habitat
Maldita sensação estasiante que nos faz ver o invisível
O amor só é acreditado enquanto sentido
O mundo só é real enquanto o percebemos
Malditos processos eletroquímicos
Conexões sinápticas que mudam tudo
Que criam o nada... que não existe
Maldita ausência no que nunca esteve presente
Dependência criada pela sobrevivência
Um necessidade de conexão... desnecessária
Maldito o jogo de poderes da vida
Ninguém quer ficar por baixo, dever de dominar
A moral anti natural nos fala para doar, ceder
Maldito seja o orgulho e um ego ferido
Lúcifer criador da soberba
Útil geradora de conflitos... inúteis
Maldito seja, humano
Escravo do conveniente, do interesse
No fim temos cérebros egoístas e corações prostitutos
Malditos sejamos!
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Solve et Coagula
A verdadeira alquimia consiste em transformar lágrimas em sorrisos, negativismo em positividade. Tudo está ai, basta rearranjar; dissolver e recompor.
"Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda" - Sigmund Freud
Se você não consegue nem mudar a si mesmo, o que dirá tornar outros metais em ouro. A pedra filosofal é a verdadeira vontade. Você pode encontrá-la para fora ou para dentro, acima como abaixo, os dois caminhos se encontram. Mas tem que buscar! Para fazer dela artifício de sua felicidade, como mantenedora; pois ela não é o final. É o caminho. Um caminho do qual você precisa fazer a manutenção do movimento, se não você se desvia.
"Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio" - Albert Einstein
Recuperar o equilíbrio pode ser desconfortável e pode demorar, mas é melhor que seguir se arrastando. Acreditar nas próprias potências, ou blefar com o mundo. Fake it until you make it. Você é o seu personagem, mesmo fazendo boas escolhas nem sempre os dados favorecem. Mas não pode parar de jogar. Não pode se esconder. Não porque isso não é viver, seria arrogância demais definir isso. Vida ou sobrevida, cada qual escolhe o que quer. Mas se não aprender as regras do jogo que acontece fora e por dentro, você continuará no ciclo dos mesmos erros.
A roda do dharma.
"Para amar é preciso ser vulnerável" - CS Lewis
Podem apontar para a lua e você olhar para dedo, você pode até admirar a lua e compreendê-la. Mas para alcançá-la é uma escalada. Muitos perguntam por ajuda ou atalhos, quais os melhores caminhos que os mestres podem ensinar. Por que não jogam uma escada ou uma corda aqueles que já estão lá em cima?
Como poderiam? Eles subiram sem ela.
Existem coisas que ninguém pode fazer por você. Escolhas. As quais todos insistem em achar algozes de seus azares, um culpado que influenciou ou alguém que deveria ter ajudado. Mesmo nas situações mais adversas você sempre tem escolhas! Mesmo que seja não escolher.
"A dor é inevitável, o sofrimento é opcional" - Carlos Drummond de Andrade
O que arde cura, mas nem tudo que cura arde. Dissolver no pensamento e recompor no sentimento. Após se desfazer e se analisar, pedaço por pedaço vem o trabalho de construir. De nada adianta, no fim, se entender sem ser capaz o suficiente de se reconstruir. Despertar a fênix interior sem medo de se queimar.
"O que você sabe não tem valor; o valor está no que você faz com o que sabe." - Bruce Lee
Ilumin.ação
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Libertas Quae Sera Tamen
Falam que se você não se amar
ninguém te amará.
Não é verdade.
As pessoas te amarão,
você só não verá,
não se dará o crédito
por merecer aquele amor.
Pelo medo irá duvidar
dos sentimentos dos outros,
os afastando aos poucos.
Quem não se ama
não consegue acreditar no amor
dos outros.
Acha sempre que é interesse ou falsidade,
prefere crer que está tudo errado,
que tudo foi uma grande mentira.
Alimenta o ciúme,
a inveja e o ódio,
se corroendo por dentro,
jogando a culpa dos seus problemas
em quem tenta ajudar.
Não existe amor
para quem não se ama,
infelizmente
para os que estão em volta
existe,
e é desprezado.
Cada um é o capitão de sua alma,
dono de seu destino.
O único que pode te salvar
de suas emoções e defeitos
é você mesmo...
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sexta-feira, 8 de junho de 2012
αλήθεια
"Certo dia em minhas viagens mentais alcancei a grande porta, foi uma visão muito além de aterradora. A porta da verdade me chocou.
Outra vez me deparei alcançando-a e a reação foi extremamente oposta.
O quão incrivelmente maravilhosa a porta da verdade se prostrava em minha frente.
Por vezes e mais vezes minhas reações alternavam com as informações, com as luzes e sombras, em casos duvidei se a porta era a da verdade de fato, outras vezes duvidei que realmente tivesse a alcançado.
Mas de todas as vezes em que encarei a grande porta o que realmente mudou? Eu ou a porta?"
"Você é a porta."
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Fendas
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| M.C. Escher - Covered Alley in Atrani, 193 |
Eu sei reconhecer pessoas amargas, ou melhor, amarguradas.
Esse leve toque cítrico que me desperta curiosidade, me atrai.
Café.
Sempre vi as pessoas como o mais transparente dos cristais,
mesmo que me vejam como uma turva imagem onírica sem muito nexo.
Disforme.
Acho que seja o natural, procurar semelhantes.
Alguém que conheça das mesmas dores,
que entenda de provações semelhantes.
Talvez em uma tentativa de me entender,
compreender o ser que está refletido nos outros.
Pessoas com os olhos que,
ao se encontrarem aos meus,
fazem até eco de tamanha profundidade.
"Se você encara o abismo por muito tempo..."
A batalha dos olhares é um desafio de empatia:
Até que ponto você pensa me entender?
Não sei, mas não me canso de tentar saber.
As pessoas podem esconder da forma que quiserem,
eu vejo as feridas através dos panos.
E isso mexe comigo, a mente é um labirinto,
porém eu não fico procurando a saída.
Reparo nas ranhuras nas paredes.
Tudo que passa deixa uma marca, um rastro.
Muitos nem notam, mas eu tateio no escuro,
e tento sentir a profundidade de cada fenda.
Jogo uma tocha no penhasco escuro,
e me vejo pegando a mesma tocha lá no fundo.
Talvez seja apenas eu me projetando nos outros até achar a forma correspondente.
Mas nada corresponde ao que se passa em minha mente.
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domingo, 8 de janeiro de 2012
Farol de Alexandria
Quão vazia é uma mente que se fecha a tudo que pode entrar com medo de mudar...
Novas informações sempre são boas, novas idéias, novos argumentos, novos dados, novos conceitos, novas perguntas
Achar que pode existir um quebra cabeça de uma peça só
Crer que o que se sabe responde a tudo, e para cada lacuna forçar a forma oblíqua
Fazer tudo se ajustar ao que pensa e não o contrário
Limitar o próprio universo e sua compreensão do mesmo
Não querer aproveitar o sabor do mistério, a diversão da pesquisa
De cada lapidada no mármore bruto que é nossa visão de mundo
Cada acrescento na receita alquímica do conhecimento
Sem medo de dosar o negativo
Ouvir as críticas e colocar a prova a firmeza do muro construído
Do templo erigido a partir das idéias
Não ter medo de testar seu argumento contra os que vivem sobre uma fortaleza de certezas
Descobrir suas falhas de raciocínio
Trocar cada bloco falho por um novo mais sólido
Formar uma torre que te permita ver mais além
Ver mais além no espaço e no tempo
O que está além
O que pode vir
O que ficou para trás
Ligar os pontos
Tecer a trama
Mas não deixar nenhum nó que não posso ser desfeito
Para se refazer se for errado
Sempre aprimorar as ligações
Queimar e recriar caminhos para os neurônios
Adicionar filtros e mais filtros, lentes e mais lentes
Ver não só além, mas também mais profundamente
Mais perto
Com mais precisão
Ainda assim todos preferem alucinógenos, repostas fáceis e confusas para não ter que entendê-las e assim manter-se seguro em seu frágil abrigo, porém grande, monumental, com todos segurando suas paredes para não cair. Uma estrutura de massa humana, com medo de soltar e o teto cair-lhe sobre a cabeça. E esse abrigo não possui janelas, não podem visualizar a incerteza, a construção e renovação das mentes ao redor, com sólidas pontes, e grandes possibilidades.
Basta soltar, e moldar por sí próprio...
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Inteligência Biológica do Fluxo da Vida
Nós não conseguimos nos ver parte da natureza, do planeta, de algo maior, mas esquecemos que somos seres pluricelulares. Somos células. Somos tão grande quanto o sistema que fazemos parte e simultaneamente tão pequenos quanto as partículas que nos compõem! A maior prova de que esse sistema existe. Nós somos parte de uma "inteligência" maior. Não falo de hiper realidade, deuses ou magia.
Nossa própria inteligência é biológica, evolutiva, toda mudança em nível de sociedade e intelecto dos indivíduos é evolução, nossos limites são delineados por nossas mutações, nossos talentos também.
Talvez as mutações aleatórias filtradas pela seleção natural não sejam tão aleatórias, talvez elas possuam um final, um conceito chave. Talvez nós o carreguemos no DNA como utopia, espelho do que seremos, queremos ser. Caberia ai Deus?
Ou seria apenas, e não por isso menos fascinante, a aleatoriedade, coincidências, uma grande experiência sem paradigmas, sem metas, então não caberia dizer os erros dela até que se revele o que sobrou, o que segue a frente. O fluxo das mudanças históricas é representativa de nossa evolução intelecto/biológica ainda acontecendo, de confronto com diferentes mutações, adaptações a diferentes ambientes, diferentes necessidades. E o nosso desejo, o que somos como indivíduos? Nossas crenças e visões de mundo?
Ainda acho que é pura combinação biológica de estímulos reativos ao mundo a nossa volta, fluxo de hormônios conectados por pequenos filamentos que processam tudo. Somos, maquinas, somos animais, somos seres reativos, somos o que cabe na vontade do tempo, da vida, do mundo, do universo.
O mais sensacional é ainda assim sermos capazes de "questionar" todas nossas amarras, pensar essa evolução, enxergar os trilhos, mesmo que seja apenas os que ficaram para trás, sermos capazes de idealizar os próximos passos, dar sugestões para a receita da próxima safra, de qual caminho seguir, mas não somos nós que escolhemos, bem sabemos, não ainda, talvez. Quem sabe um dia viremos maquinistas, mas isso chega a ser inimaginável, o que seria ter controle disso, criador ou manipulador desse poder extremo que é a vida, em níveis muito acima do que pensamos controlar hoje em dia, coisas que não cabem ainda a nossas percepções.
Ou somos nós criadores inconscientes, de universos a todo momento, por que aliamos poder a criação? Talvez ela também possa surgir de formas simplórias, de situações fortuitas, universos paralelos de pura imaginação. Cada um é um cientista, um artista, um criador de probabilidades, um gerador de resultados para essa grande pesquisa.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
PazCiência
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| The Burning Monk, by Michael Browne |
difícil de lidar é o vício de amar
as pessoas reclamam que amam e desamam
nem compreendem o que sentem
eu sei que amo
vários detalhes de várias pessoas
mas não é paixão
sei muito bem o que é
essa armadilha
é amor
zelo
é querer cuidar, proteger, compreender
você pode deixar de me amar
mas infelizmente
o que eu sinto nunca vai mudar
na incompreensão do amor próprio ou alheio
as pessoas mascaram com ódio o sentimento
mas sabem que é só magoa de ter que viver
limitado a apenas um desejo
acham que nessa vida
amor é só um
seja a um Deus
ou a um amante ideal
mas o amor é todo
é tudo
fingir que já não ama mais
porque um relacionamento acabou
é ilusão
não se deixe confundir com paixão
por vezes
amor não é querer ter perto
não se isso faz a pessoa infeliz
parte o coração quantos amores
vem e vão
pensar que podemos prender
acorrentar
isolar a pessoa numa cúpula
feita de nós mesmo
tolice
amor é o caminho para descobrir como amar
quanto mais praticado
mais facilmente se é compartilhado
e se aprende a perder para que possam ganhar
aprende-se a esperar
já amei tantos que sequer sabem
que virou um jogo ver quem descobre
mesmo que amor próprio pouco me sobre
só me preservo o suficiente
para que os sentimentos não desabem
não sei se é válido aguardar
tentar aos poucos encantar
se dedicar em um delicado castelo de cartas
sabendo que apenas um vento é necessário
para que novamente sobrem apenas
pó e traças
ninguém disse que seria fácil
ninguém disse que seria
ninguém sequer disse
é a maior experiência do nosso laboratório
é o maior negócio do nosso escritório
só sei que é preciso paciência
e continuar praticando
...
quebre a corrente
.
sábado, 10 de setembro de 2011
Fronteiras
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| Marcel Aymé - Le Passe Muraille |
Engraçado como as vezes viajamos o mundo à espera de que,
quando votarmos, estará tudo diferente
Ou de que para onde formos nada será do mesmo jeito
Temos até a impressão de estarmos milhares de quilômetros distantes do que éramos
As vezes forçamos mudanças para ver se o mundo acompanha
Pior é quando o mundo muda e não acompanhamos
De qualquer forma nunca parecemos em sintonia, parte do todo
Corremos uma maratona para alcançar o ideal de mundo que criamos
Que supostamente voa e se transforma o tempo todo
Mas ele é sempre o mesmo, por mais que mudem alguns detalhes
Nossos olhos de barro moldados pelo passado ainda são os mesmo para ver o mundo
Tudo que vemos tem mais de nós do que o que realmente é
Talvez nos transformamos quando desistimos de mudar
Quando paramos de reparar se está ocorrendo ou não
O mundo pode mudar de forma quantas vezes for
Mas continuará sempre o mesmo enquanto permanecermos
Nossos desafios sempre parecerão os mesmos
Uma meta inalcançável
Porque esses desafios inexistiam
Nunca existiram paredes
Você atravessa o muro
Olha para trás
E não há muro
Nunca houve
.
Si + Se = 0
Quantas vezes não nos arrependemos
Não falo de atos muito importantes da nossa vida
Cada pequena frustração
Criada só pela bela possibilidade de um "se"
Em muitos lugares minha mente já me levou
As vezes esse raciocínio é um trampolim
Mas não o aplique ao futuro
A algo seu
Ou pior, ao passado
A ínfima ideia de que algo poderia ser diferente
É um terror sem fim
A pequena esperança de algo acontecer
É o inferno na terra
O poder de uma palavra que lacera os que pensam demais
Os que pouco pensam sequer sofrem desse mal
Não há brechas para conjunções subordinativas condicionais
Na prática não se elabora a teoria
Enquanto na teoria se pensa na prática
Cada vez mais é raro os que vivem de verdade
Os que sabem esquecer os "se"s
Os que não procuram condições
Não procuram desculpas
Não negam o passado
O passado que não é um lugar distante
Mas sim uma parte do presente
Um pedaço de si
Ou a falta dele
Esqueçamos os "se"s e lembremos mais de "si"
Pois o que somos não pertence as condições
As probabilidades
Elas que nos moldem
Não nós simulando elas
Deixar acontecer
Fazer parte da equação
Ser a resposta final
.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A.morf
Mudei muito
depois de te conhecer
Mudei ainda mais
depois de te perder
A cada fase eu me transformo
A cada decepção um soco no espelho da desilusão
A cada soco novos trincos se formam em meu reflexo
Já não me reconheço mais
O que jaz no espelho já não possui minha forma
Não mais a que antes conhecia
Os cacos confundem minha imagem
E já não sei mais quem sou
Não tenho forma
Não tenho
Não
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
.Vá.C.u0. profundo
Eu literalmente estava pesando no que escrever, afinal conheço tantos assuntos interessantes e filosóficos ou apenas curiosos, mas não me vem nada. Tento pensar no que tem acontecido de diferente na minha vida para comentar e, não me vem nada. Leio outro blog para ter alguma inspiração e não me veio nada.
Esse vácuo profundo que suga tudo e não me deixa expelir nada de interessante...
...tudo tão monótono, mais uma chuva, mais algumas palavras... que inútil, minhas palavras até parecem poesia, Ridículo! É engraçado como o nada é capaz de encher tantas linhas não!?
Considerando que tudo é relativo de forma que o nada pode ser tudo e tudo nada...
...nem vale a pena continuar a linha acima, alias linha é o que me falta de raciocínio, algum nexo, algum sentido... sentido... Ahh! que preguiça tenho coisas para fazer e o que penso é: que mesmice, sem nada para fazer!
A "TEXTura: sentado em frente ao computador com cara de sono com a janela aberta ao lado com aquele calor de verão sumindo e vindo uma brisa gélida ao som de pássaros, os quais não tenho idéia o nome. Que sono... se pelo menos Promethea me desse alguma idéia, ou quem sabe Calíope... O jeito é esperar o Sandman pra me jogar areia nos olhos... Boa noi... tarde... (espreguiça)(boceja)(e vai descansar e mente inquietamente vazia)(e se foi(fui))...
sobraram apenas os pontinhos........ ....... ... .
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