segunda-feira, 9 de junho de 2014

Doce Quimera

The invisible woman (1940)


Sonhei novamente contigo
É... tu... que não existes
Trocando de face a cada encontro
Plantando distorcidas esperanças
Já deveria estar acostumado
Com teu jogo envolvente
Mas sempre crias regras novas

Menina dos olhos, cansados
Sonolento desejo de repouso
Daquilo que não encontra descanso
Nebulosa de expectativas inalcançáveis
Tua doce presença é irreal
Tuas visitas passageiras
Deixando um sabor solitário na boca

Você que veio me visitar
É... tu... que não existes
Não possui face, não possui forma
Com nomes dos quais nunca ouvi
Ao acordar já esqueci
Só me sobra cogitar
Se estava ali, se estavas aqui

Se estivesse pelo menos por ai


    

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