quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Do pó viestes e ao pó retornarás
Cronômetro chega a zero
Tempo de perder e se assumir um perdedor
Irremediável conclusão do que passou
Não olho para trás, não existe nada
Não penso no tempo como uma sequência de quadros
A nossa própria memória nos mostra que nada é tão definido depois que não é mais presente
E o que está presente? Fisicamente próximo, o suficiente. Qual suficiente?
I'm tired of being a loser one
Essa proximidade não existe mais, os laços se soltam, o magnetismo se perde
Me perco no meio de tantas perdas, eu sou um perdedor
Mais um dos nascidos com a sina da solidão, riscado como individual
Pelo menos não sou o único sozinho
Que assim seja
Queimo meus arquivos
Não tenho nada; nunca tive, ainda mais agora
É triste e também irônico
Mas precisamos perder tudo pra perceber que nunca obtivemos nada
Somos livres
...e apenas isso
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
C.H.E.
Mais um dia termina...
Deitado na cama sente seu fluxo interno
O sangue é um veneno quando pulsado por um coração doente
Passa feito magma pelas veias cansadas sem porque
Ardendo e se arrastando arduamente, rompendo o caminho estreito
Dor incalculável, imensurável, pois já não é exatamente física
Os batimentos se tornam mais pesarosos e dolorosos
A frieza transformou o magma em pedras pontiagudas
O peso é enorme, o peito afunda
O pulmão se esvazia
Os olhos se fecham
...mais uma tentativa
___________________________________________________________________________
C.H.E. - Combustão Humana Espontânea
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A.morf
Mudei muito
depois de te conhecer
Mudei ainda mais
depois de te perder
A cada fase eu me transformo
A cada decepção um soco no espelho da desilusão
A cada soco novos trincos se formam em meu reflexo
Já não me reconheço mais
O que jaz no espelho já não possui minha forma
Não mais a que antes conhecia
Os cacos confundem minha imagem
E já não sei mais quem sou
Não tenho forma
Não tenho
Não
IRA
Sigo andando, ouvindo murmúrios tolos de seres incoerentes
Insignificantes...
!
Quero gritar, mas não consigo
Sangra a garganta com a bola de espinhos infinita desse cotidiano inútil
Pessoas vazias, vidinhas de merda
Cobertas com seu orgulhoso excremento
Bando de estrumes ignorantes e mesquinhos
Ainda reclamam do cheiro que a cidade reflete
Deviam é morar nos esgotos tropeçando em si mesmos e balbuciando suas idiotices
Escrotos imundos, ridículos miseráveis, resto do que um dia foi a humanidade
...Olho para os lados
?
De repente, um sinal de positivo saindo da janela de uma van
Apenas uma criança, coração puro e inocência, sem qualquer motivo, e um sorriso no rosto
Talvez ainda tenhamos esperança...
!
Quero gritar, mas não consigo
Sangra a garganta com a bola de espinhos infinita desse cotidiano inútil
Pessoas vazias, vidinhas de merda
Cobertas com seu orgulhoso excremento
Bando de estrumes ignorantes e mesquinhos
Ainda reclamam do cheiro que a cidade reflete
Deviam é morar nos esgotos tropeçando em si mesmos e balbuciando suas idiotices
Escrotos imundos, ridículos miseráveis, resto do que um dia foi a humanidade
...Olho para os lados
?
De repente, um sinal de positivo saindo da janela de uma van
Apenas uma criança, coração puro e inocência, sem qualquer motivo, e um sorriso no rosto
Talvez ainda tenhamos esperança...
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Reflexo
Um jovem palhaço acorda de um sonho. Pálido corre se vestir e por a maquiagem. Traveste-se de Arlequim, enfrentando a ordem das coisas; ele tenta mudar. A passos largos anda confiante, pois sabe que tem Colombina a seus pés. Anda até o espelho e ainda se vê Pierrot, mas não perde o entusiasmo, a inocente colombina acredita piamente que ele é um Arlequim. Anda sobre as nuvens mesmo sabendo que é impossível voar.
Em tamanha insensatez, de Colombina ele passa a duvidar: Seria ela realmente Colombina?
Aqueles que usam máscaras em ninguém conseguem confiar. Inquieto e suspeito, todos os dias a pergunta: E hoje tu me amas? - E ela respondia: Claro meu querido!
Desconfiado da resposta rápida ele exclama: Então me prove!
A cada novo encontro a jovem tentava provar de uma maneira diferente, e a cada nova tentativa se tornava mais confusa sobre seu verdadeiro sentimento. A verdade é que Pierrot perguntava-lhe algo que não queria ouvir a resposta, pois carregava em si a certeza de que era impossível alguém amá-lo. Pierrot em seus delírios platônicos não sabia o que era amor. A cada novo dia que perguntava tentava compreender do que se tratava, e a cada exemplo que Colombina dava, Pierrot aprendia sobre o que ignorava.
Colombina aos poucos, de tanto sugada por Pierrot, só via nele frieza e já não se achava mais em seus olhos, se perdera na busca incansável de alguém que não estava lá. Ela amava o vazio, ou talvez apenas uma máscara. O encanto havia acabado. Pierrot surpreso tirara sua falsa imagem de Arlequim, para ser com sua amada mais sincero, ouvindo em resposta: Eu sempre soube.
Sentado pensativo, borrando toda maquiagem, lembrou que sempre fora Arlequim e que na verdade apenas em seu sonho ele fora Pierrot. Percebeu então quão inútil fora toda essa encenação, mas agora já era tarde demais ele se tornara definitivamente o que via no espelho.
.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
.Vá.C.u0. profundo

Eu literalmente estava pesando no que escrever, afinal conheço tantos assuntos interessantes e filosóficos ou apenas curiosos, mas não me vem nada. Tento pensar no que tem acontecido de diferente na minha vida para comentar e, não me vem nada. Leio outro blog para ter alguma inspiração e não me veio nada.
Esse vácuo profundo que suga tudo e não me deixa expelir nada de interessante...
...tudo tão monótono, mais uma chuva, mais algumas palavras... que inútil, minhas palavras até parecem poesia, Ridículo! É engraçado como o nada é capaz de encher tantas linhas não!?
Considerando que tudo é relativo de forma que o nada pode ser tudo e tudo nada...
...nem vale a pena continuar a linha acima, alias linha é o que me falta de raciocínio, algum nexo, algum sentido... sentido... Ahh! que preguiça tenho coisas para fazer e o que penso é: que mesmice, sem nada para fazer!
A "TEXTura: sentado em frente ao computador com cara de sono com a janela aberta ao lado com aquele calor de verão sumindo e vindo uma brisa gélida ao som de pássaros, os quais não tenho idéia o nome. Que sono... se pelo menos Promethea me desse alguma idéia, ou quem sabe Calíope... O jeito é esperar o Sandman pra me jogar areia nos olhos... Boa noi... tarde... (espreguiça)(boceja)(e vai descansar e mente inquietamente vazia)(e se foi(fui))...
sobraram apenas os pontinhos........ ....... ... .
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Centelha
Aqui começo, por incrível que pareça, meu primeiro blog!
...Não faço para outros, apesar de outros poderem lê-lo à vontade, faço por mim...
...afinal escrever é o melhor remédio(depois de rir)...
(big) BANG
Tudo tem um começo, aqui começo minha vida no mundo dos blogs. No começo as idéias são fracas e demoram para sair, porem mais para frente estarei viajando em assuntos que surgirem do meu cotidiano...
Estou aceitando elogios, dicas e principalmente críticas.
...no momento nenhuma ideia pífia, então encerro aqui mesmo...
...Não faço para outros, apesar de outros poderem lê-lo à vontade, faço por mim...
...afinal escrever é o melhor remédio(depois de rir)...
(big) BANG
Tudo tem um começo, aqui começo minha vida no mundo dos blogs. No começo as idéias são fracas e demoram para sair, porem mais para frente estarei viajando em assuntos que surgirem do meu cotidiano...
Estou aceitando elogios, dicas e principalmente críticas.
...no momento nenhuma ideia pífia, então encerro aqui mesmo...
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